Tarefa desafia os educandos a utilizarem a própria arte para compreender as suas manifestações
12 de abril de 2016 Notícias, Portal

A partir do tema, “Arte em Favor da Arte”, os estudantes matriculados no 9º Ano do Ensino Fundamental do Colégio Notre Dame Brasília foram desafiados a elaborar apresentações criativas, que possibilitassem aos colegas o entendimento e a valorização das diversas manifestações artísticas. Para isso, em grupos, os educandos produziram vídeos, encenaram esquetes e até convidaram profissionais para debater sobre as formas assumidas pela arte, dinamizando, assim, a sua aprendizagem.

IMG_1554Como o objeto de estudo era livre, a maioria dos grupos apresentou uma manifestação artística, por muitas vezes, desvalorizada, por ser confundida com vandalismo: o grafite.  Essa confusão foi, justamente, o aspecto representado, por meio de esquete teatral, por um dos grupos. A cena, protagonizada pelos adolescentes, retratava o abuso de poder por parte de oficiais, ao abordarem grafiteiros, mesmo que eles tenham esclarecido quais são as diferenças entre a pichação e a técnica utilizada por eles. Nas demais apresentações, os educandos enfatizaram que as pinturas em paredes, além de serem dotadas de atributos estéticos, são adotadas por muitos jovens como forma de expressão.

Outra forma de arte, tão polêmica quanto associada à juventude, abordada durante a realização das apresentações foi a tatuagem. A história da técnica desenvolvida no Egito Antigo e as concepções de algumas religiões a seu respeito, além de curiosidades sobre o seu uso no decorrer da história, foram alguns aspectos apresentados pelos educandos que, ainda, convidaram o tatuador Alexandre Medeiros para participar da aula.

foto matériaAlexandre, que deixou a carreira de professor para dedicar-se ao novo ofício depois que, tatuando por hobby, percebeu o vantajoso retorno financeiro da prática, durante o bate-papo com os adolescentes, comentou sobre o preconceito que os tatuados ainda enfrentam, em circunstâncias como as entrevistas de emprego ou o contato com conservadores. O tatuador ainda reiterou que é necessário pensar muito antes de se submeter à técnica, afinal, além de não ter como apagar o desenho sobre a pele, como uma forma de expressão artística, ela precisa ser significativa para a pessoa.